Bem Vindo!

sábado, 17 de julho de 2010

Sem nada

Sem nada,
Faço,
Finjo que faço,
Porque não há nada,
Nada que eu possa fazer,
Por que disso não passa?
Não tem jeito,
Não tem graça,
Nem suspeita nem ameaça,
Não me instiga,
Não me abala,
Não me estala,

Ah! Pensando bem, de certa forma,
Até que tem um pouco de emoção,
de fingir que faço,
Até que faço, a cautela pelo acaso de ser pega,
No ato, de figir o que eu deveria fazer
E não que faço,
Mas.. até que faço,
Faço pra mim,
A invenção de um próximo passo,
Pra fazer qualquer coisa,
Ninguém me passa,
O que eu possa fazer,
Então eu mesma invento e faço,
Mesmo sem nada,
Faço!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Contra o tempo


Que tempo curto!
Ou será que não curto o tempo?
Ou é o tempo que não me espera viver?
Já não leio mais...
Meus olhos passam diante das palavras
O livro está orelhudo e amarelado,
Pelo relacho da correria contra o tempo,
Apenas vejo, observo, de relance, no instante desatento
O momento,
Que também é tempo,
Tempo perdido
Mas, tempo vivido
Vivo no relento relativamente sempre aquela insatisfação
Sem emoção, só pressão
Contando os segundos procurando a liberdade
Pra deixar de ser escrava do tempo e viver
Verdadeiramente simplesmente um intenso momento.